segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Audiência Pública irá discutir assuntos de interesse das mulheres





Sociedade e autoridades contribuirão com sugestões para o Orçamento de 2010
A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu irá realizar amanhã (10) uma Audiência Pública para discutir assuntos relacionados ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. A audiência tem início às 19h no Plenário da Casa de Leis e conta com a presença de autoridades do município e representantes da sociedade civil organizada.
A realização foi requerida pelo presidente da Câmara, vereador Carlos Juliano Budel (PSDB), após receber um ofício do próprio conselho solicitando a audiência que foi aprovada pelos vereadores em plenário.
Entre os assuntos debatidos estará a criação da Diretoria de Atendimento à Mulher, dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Assistência Social. Outros temas são a inclusão do Centro de Referência no orçamento do Município para o exercício de 2010 e uma exposição sobre como se encontra a Casa Abrigo em Foz.
No ofício enviado a presidente do Conselho, Teonilia Pereira Neta, justificou o pedido afirmando que a Prefeitura irá enviar em breve para a Casa de Leis a proposta de orçamento para o próximo ano e seria necessário debater estes assuntos para serem incluídos no Projeto da Lei Orçamentária Anual.

Fonte: http://www.cmfi.pr.gov.br/noticiasdetalhes.php?p2=1578 09/09 18:49hs.

sábado, 7 de novembro de 2009

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher informa



É com muito pesar que o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher informa o falecimento da Professora e Conselheira Izolete Nieradka ocorrido em torno das 3h30m deste sábado nas dependências do Hospital Cataratas. O corpo será velado e enterrado no Cemitério São João Batista o enterro será as 10:00 deste domingo 08/11/2009.

Projeto contra fichas-sujas está parado na Câmara

Antonio Cruz/ABr / No fim de setembro, parlamentares fizeram questão de receber os abaixo-assinados que compuseram o projeto contra a candidatura de políticos com fichas sujas. Até agora, apenas 33 deputados subscreveram o proposta No fim de setembro, parlamentares fizeram questão de receber os abaixo-assinados que compuseram o projeto contra a candidatura de políticos com fichas sujas. Até agora, apenas 33 deputados subscreveram o proposta Legislativo

Projeto contra fichas-sujas está parado na Câmara

Resistência de parlamentares impede a nomeação de um relator para a proposta, que proíbe a candidatura de condenados em 1.ª instância ou que responda por denúncias graves

Publicado em 07/11/2009 | Euclides Lucas Garcia

Pouco mais de um mês depois de ser protocolado na Câmara Federal, o projeto de lei que propõe barrar a candidatura de políticos fichas-sujas ainda tenta driblar a resistência dos parlamentares. Apesar de já ter recebido parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a tramitação da proposta segue paralisada até que a mesa diretora nomeie um relator para a matéria. A nomeação, no entanto, depende da boa vontade dos 513 deputados, incluindo os 129 que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Encabeçado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o projeto de iniciativa popular recebeu 1 milhão e 300 mil assinaturas em todo o país – o Paraná foi o segundo estado com maior participação. De acordo com a proposta, fica proibida a candidatura de qualquer pessoa que tenha sido condenada em primeira instância judicial ou que responda na Justiça por denúncias graves como homicídio, racismo e desvio de dinheiro público. Diante do prejuízo que a matéria poderá representar às próprias candidaturas, apenas 33 deputados subscreveram o projeto. Além disso, na tentativa de abrandar o texto, o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB-SP), sugeriu excluir a proibição da candidatura por causa de denúncias e que os condenados em segundo grau, e não mais em primeiro, é que sejam impedidos de concorrer às eleições.

Segundo o juiz eleitoral Marlon Reis, presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (uma das 43 entidades que integram o MCCE), o grupo já esperava enfrentar essas dificuldades. Por isso, independentemente da postura dos parlamentares, ele garante que o movimento continuará pressionando a mesa da Câmara para dar andamento ao projeto. “Não vamos permitir de maneira alguma que a proposta seja simplesmente engavetada”, afirma. “Não é possível que o Parlamento ignore a opinião de mais de um milhão de brasileiros.” Para isso, o MCCE lançou a campanha “Mande um recado aos parlamentares!”, na qual pede que os eleitores enviem e-mails aos deputados cobrando a aprovação da proposta.

Reis reconhece que o projeto ainda não está pronto para ser votado, mas defende que, para que isso ocorra, é preciso nomear um relator que faça um substitutivo englobando as outras oito propostas em tramitação na Casa que também tratam do assunto. “Quando nem o relator é nomeado, ficamos de fato preocupados, porque isso impede a tramitação da matéria”, reclama. “Não somos contrários a conversar sobre sugestões ao projeto. Mas está faltando colocá-lo na mesa para debate.”

Votação incerta

No final do mês passado, dois deputados – Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) – apresentaram requerimentos para que a proposta seja incluída na pauta de votações da Câmara. Segundo Biscaia, que foi o primeiro a subscrever a matéria, a prática no Congresso de levar a plenário somente os projetos em que haja consenso entre os líderes partidários vem atrapalhando a iniciativa de barrar os fichas-sujas. “O que percebo é que não há vontade de uma maioria para que o projeto seja votado. Não podemos deixar que ela (a proposta) caia no esquecimento”, diz o petista.

Para o juiz Marlon Reis, a proximidade do ano eleitoral pode favorecer a votação da matéria ainda em 2009. “Ouso duvidar que a mesa diretora vá pretender carregar a omissão em relação à proposta para o calor do debate eleitoral. O projeto já chamou demais a atenção dos brasileiros”, argumenta.

Por outro lado, o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da reforma política e favorável ao debate do projeto contra os fichas-sujas, acredita que é difícil aprovar a proposta este ano. “Sendo realista, só devemos apreciar isso no começo do ano que vem. O tema encontra resistência entre os parlamentares, resistências que devem ser superadas.”

Renovação

Na tentativa de alertar ainda mais os eleitores sobre a vida pregressa dos candidatos, o MCCE, em parceria com outras ONGs anticorrupção, começou a trabalhar em outra frente. O objetivo é conseguir a renovação de 60% dos parlamentares, nas eleições do ano que vem. Na campanha, que ainda será lançada na internet, as entidades pretendem destacar os nomes dos candidatos com ficha suja, o desempenho parlamentar dos postulantes à reeleição, a lista dos doadores de campanha. “Independentemente do que venha a fazer a Justiça Eleitoral, precisamos encontrar a maior forma possível de publicidade das candidaturas com máculas judiciais. Não é possível manter o quadro como está hoje”, critica Marlon Reis.


gazeta do povo 07/11 às 7:13h

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mulher é fuzilada pelo ex-namorado no Tatuquara

Se você não é minha, não será de mais ninguém”. Foi a última frase antes de Alcides Antônio da
erson Tozato

Silveira matar com quatro tiros a ex-namorada Saray da Cruz Queiroz, 39 anos.

A mulher foi morta na frente das duas filhas, por volta de 21h30 de quarta-feira, na sala da casa onde morava, na Rua Alfredo Safanelli, Jardim Ludovika, no Tatuquara. Depois do crime o assassino fugiu.

Segundo algumas pessoas ligadas à família, o casal teve um relacionamento de quatro anos e, há cerca de um ano e meio, eles estavam separados, mas Alcides frequentava a casa e constantemente insistia em reatar o namoro.

Conversa

O investigador Lima, da Delegacia de Homicídios, contou que, durante a tarde, Alcides esteve na residência. O casal conversou e mais uma vez sem sucesso em seguir o relacionamento, ele foi embora.

Horas mais tarde, o homem voltou armado, determinado a cometer o crime. “Como ele tinha livre acesso à casa, foi até onde ela estava, falou algumas palavras e atirou”, contou o investigador.

Saray foi ferida na cabeça e nos braços e morreu antes da chegada do Siate. Os investigadores da DH foram na casa do suspeito e o procuraram durante toda a madrugada, mas Alcides não foi localizado.


Paranà - Online 06/11 às 15:24h

Resultado Prêmio Betinho , Giuliano Inzis Foz Do Iguaçu

Giuliano Inzis

Giuliano Inzis, padre, nascido em Cuglieri, na Itália, é presidente do Conselho de Administração da Sociedade Civil Nossa Senhora Aparecida (SC NSA), em Foz do Iguaçu (PR). A entidade mantém uma pré-escola, um poliambulatório e o CAIA – Centro de Atenção Integral ao Adolescente, para crianças e famílias de baixa renda.

A pré-escola conta com 150 crianças de 4 a 5 anos e oferece preparação para o ensino fundamental. “Conseguimos reduzir 80% dos casos de evasão escolar, que aconteciam porque as crianças cresciam na rua e tinham dificuldades de entender o espaço da sala de aula”, conta Giuliano. Já o CAIA tem 450 adolescentes inscritos em cursos de informática e oficinas de preparação para o mercado de trabalho.

No poliambulatório, primeiro projeto criado pela Associação, são realizadas 250 consultas por dia. Além desses atendimentos, uma equipe do Programa de Saúde da Família dá assistência médica para cerca de mil famílias dos bairros do entorno. “Tentamos lutar para resgatar a dignidade dos menos favorecidos”, declara o padre sobre seu trabalho.

http://www.coepbrasil.org.br/premiobetinho

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Foz do Iguaçu ganha núcleo para tratar casos de violência contra a mulher

Secretaria da Assistência Social de Foz do Iguaçu afirma que é grande o número de mulheres na fronteira vítima do tráfico de drogas, violência, exploração sexual, embora não haja divulgação desses fatos

04/11/2009 | 20:31 | Agência Brasil

Casos de violência e tráfico contra a mulher migrante nos países da tríplice fronteira do Cone Sul Brasil, Paraguai e Argentina - serão tratados a partir desta quarta-feira (4), no Núcleo da Mulher, na Casa do Migrante e no Centro de Referência de Atendimento e Prevenção da Mulher em Situação de Violência, inaugurados esta tarde, em Foz do Iguaçu, pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).

Os serviços farão parte de uma rede internacional de atenção para a mulher em situação de risco. Uma equipe multidisciplinar vai realizar um trabalho preventivo e educativo e prestar atendimentos como aconselhamento, atendimento psicossocial, acompanhamento jurídico, atividades de prevenção, qualificação profissional e articulação da rede local.

Segundo a Secretaria da Assistência Social de Foz do Iguaçu, Rosilene Link, é grande o número de mulheres na fronteira vítima do tráfico de drogas, violência, exploração sexual, embora não haja divulgação desses fatos. Dados da Casa do Migrante mostram a crescente demanda de mulheres por atendimento. Nos últimos quatro meses, 600 pessoas procuraram ajuda, sendo que 56,5% eram mulheres.

De acordo com a SPM, a parceria com as Secretarias de Mulheres da Argentina e do Paraguai, é um importante passo para identificar casos de violência e tráfico contra a mulher migrante e será fundamental no encaminhamento aos serviços de atendimento mulher. As representantes dos três países assinaram um memorando de entendimento para cooperação regional na tríplice fronteira, que buscará meios para minimizar o tráfico de mulheres na região.

A ação, segundo a SPM, inédita no mundo, é resultado da parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, através do Conselho Nacional de Imigração, Ministério das Relações Exteriores, prefeitura de Foz de Iguaçu e governos da Argentina e do Paraguai.

Antes das inaugurações, a ministra esteve na Hidrelétrica de Itaipu, participando do seminário Mulheres nos espaços de decisão e poder, que faz parte das programações da 18ª Assembleia Geral Ordinária do Comitê para as Questões de Gênero do Ministério de Minas e Energia.

Nilcéa disse que a desigualdade entre homens e mulheres, no Brasil, ainda é muito acentuada. E que embora venha conquistando espaço em vários setores, a representatividade feminina é pouco significativa na política. Na Câmara Federal e no Senado, a presença de mulheres gira entre 8,5% e 9%, mesmo que represente 52% do total da população brasileira.

Gazeta do Povo 05/11/às 03:03h

domingo, 1 de novembro de 2009

Costurando a Liberdade Ressocializão Verdadeira



A exemplo do que já havia ocorrido em Curitiba e Brasília, os vestidos confeccionados por detentas da Penitenciária Feminina do Paraná conquistaram o público no lançamento da segunda etapa do Programa Costurando a Liberdade. Cerca de 400 convidados compareceram, na noite de quinta-feira (29), ao Mirante Central da Barragem de Itaipu, em Foz do Iguaçu, onde as roupas foram apresentadas.O programa é promovido pelo Provopar Ação Social, com o apoio do governo do Estado, Receita Federal, Grife Gianni Cocchieri, Itaipu e Provopar de Foz.




Foram exibidos 45 vestidos em seda pura, organza e outros tecidos sofisticados, doados pela Receita Federal. O evento foi transmitido ao vivo pela TV Educativa, que instalou um link na Penitenciária Feminina do Estado, onde 50 detentas, participantes ou interessadas em participar do programa, assistiram à transmissão.




“Mostramos que é possível melhorar as pessoas. Tenho a certeza de que, muito em breve, elas (as detentas) estarão aqui, do lado de fora, mostrando do que são capazes”, afirmou Lucia Arruda, presidente do Provopar. Durante a transmissão do desfile ela elogiou o trabalho das presas. “O sucesso desse programa é mais dela do que nosso.”

APOIO – Lucia Arruda ressaltou que todas as participantes do programa, quando deixam a prisão, recebem uma máquina de costura, e a maioria, convite para trabalhar no mercado da alta-costura, carente de bons profissionais.




Para o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o Brasil procura um bom trabalho para a recuperação dos presos. “No Paraná, as coisas mudaram. O trabalho realizado pelo Provopar, em Ponta Grossa, Guarapuava e principalmente pelas detentas do Presídio Feminino de Piraquara, mostra que, quando há vontade política é possível mudar a realidade. O Paraná serve de exemplo para o Brasil. Quando se tem projeto, trabalho bem feito e organizado, pode-se ressocializar e recuperar detentos”.

Antes do desfile, o Provopar apresentou vídeo institucional sobre o programa Costurando a Liberdade, com depoimentos das detentas e do modelista Edson Ivan Kraus, que há mais de um ano ministra o curso de alta-costura no presídio, ao lado da estilista Luciana Betiato.

Em seguida, num outro vídeo, quem falou do programa foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tive a oportunidade de conhecer o programa Costurando a Liberdade, através da Lucia Arruda e da Maria Olivia Samek. Este é um programa que saiu do presídio para ocupar as páginas dos jornais e revistas, fazendo costura de alta qualidade. Não poderia terminar sem agradecer a Lucia Arruda e a Maria Oliva, porque o que elas fizeram na verdade foi provar que, quando que quando a sociedade se levanta e resolve provocar as pessoas para fazer coisas boas, a gente consegue, ou seja nem todo mundo é perdido por toda uma vida. As pessoas precisam ser trabalhadas, ouvidas, testadas, provocadas e ter uma chance. Por isso, parabéns a Lucia, a Maria Olivia e sobretudo as detentas do Paraná, que estão dando uma demonstração de que nada é impossível quando o ser humano quer fazer as coisas”.




O superintendente da Receita Federal, Luiz Bernardi, explicou que a lei permite destruir as apreensões. “No entanto, optamos por ajudar os necessitados. Para nós da Receita Federal, é muito gratificante ver eventos desta natureza. O nosso dia a dia é duro, difícil, mas quando a gente pode retribuir à sociedade pelos danos causados pela entrada de bens ilegais em nosso território é extremamente gratificante.”




A vice-presidente do Provopar, Maria Olivia Samek, agradeceu a todos que contribuíram para o sucesso do programa. “Nosso trabalho é de inclusão social e geração de renda”. O evento, que teve a produção de Áldice Lopes, contou ainda com a presença dos prefeitos Paulo Mac Donald (Foz do Iguaçu) e Edgar Bueno (Cascavel), da vereadora Nancy Rafain Andreola, da diretora da Penitenciária Feminina do Paraná, Valderez Camargo, e da diretora do Patronato do Estado, Vera Lucia Domingos dos Santos, e da presidente do Provopar de Foz, Judite Dalcin.

PENITENCIÁRIA – Na Penitenciária Feminina do Estado, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, um televisor foi colocado no refeitório para que 50 presas pudesse acompanhar a transmissão da TV Educativa. Participante das duas etapas do curso, a detenta Ingrid Felismino estava feliz não só com o evento, mas também com o convite que recebeu para trabalhar na Grife Gianni Cocchieri, assim que cumprir a pena.




Ela é um dos muitos talentos descobertos pelo modelista Ivan Kraus. Seis vestidos confeccionados por Ingrid foram apresentados em Foz do Iguaçu. “Estou orgulhosa. Agora, tenho um objetivo de vida, sei o que vou fazer quando sair, tenho propósito e um futuro pela frente. Vou dar continuidade a tudo o que estou fazendo agora”, afirmou.

A detenta Fernanda Sgarioni começou a participar do curso há pouco tempo. “Estou feliz, porque estou prestigiando o trabalho de minhas colegas e por saber que, nos próximos desfiles, os meus modelos serão mostrados. Não tinha experiência nenhuma com costura, mas ao ver como tudo isto foi possível, tenho sim condições de seguir esta carreira. É preciso aproveitar esta oportunidade que nos foi oferecida pelo Provopar”.


Fonte e Fotos: Agência Estadual de Notíci
01/11 às 23:52h