sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados beneficiam a Lei Maria da Penha

Data: 11/06/2010

Pela proposta as autoridades deverão adotar as medidas protetivas em 24 horas

A punição para quem praticar qualquer tipo de violência contra as mulheres vai ficar mais rápida. O Projeto de Lei 6340/09, que modifica a Lei Maria da Penha, (Lei 11.340/06), aprovado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, nesta quinta-feira (10/6), reduz de 48 para 24 horas o prazo dado à autoridade policial para enviar ao juiz o pedido da mulher ofendida, com vistas à concessão de medidas urgentes de proteção. Segundo a proposta, o juiz também terá 24 horas (e não mais 48) para adotar as providências cabíveis. O projeto deverá estar na forma de um texto substitutivo que faz alterações de técnica legislativa, sem modificar o conteúdo.

A Lei Maria da Penha chega aos quatro anos em vigor com uma popularidade de 84% entre os brasileiros. Com muitas inovações, a legislação instituiu a criação de diversos serviços de atendimento especializado à mulher vítima de violência doméstica ou familiar. Uma das medidas mais eficazes na erradicação deste tipo de agressão foi a proibição das penas pecuniárias. Mesmo com este avanço, as medidas ainda são insuficientes para enfrentar a violência contra a mulher, se ela não for rápida para denunciar o agressor.

A Central de Atendimento a Mulher - Ligue 180 - registrou 145,9 mil atendimentos no primeiro trimestre deste ano. Esse número corresponde a um aumento de 65% no total de atendimentos no primeiro trimestre de 2010, comparado ao mesmo período do ano passado. O aumento na procura pelos serviços da Central é reflexo da campanha institucional realizada pela Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), que também implementou um novo sistema de atendimento com o aumento do número de atendentes e de pontos de atendimentos.

Depois da mudança, houve também aumento significativo no registro de relatos de violência, saltando de 9,3 mil no primeiro trimestre de 2009 para 29 mil no mesmo período deste ano. Na opinião da subsecretária de planejamento e gestão interna da SPM, Lourdes Maria Bandeira, não é necessariamente a agressão que aumentou, mas sim a visibilidade dos casos de violência. “Com o conhecimento da lei, e o aumento na quantidade e qualidade de serviços de atendimento à mulher ela ficou mais corajosa para enfrentar o agressor e denunciar. Esta lei é um marco na história”, afirma.

FONTE ,






quarta-feira, 9 de junho de 2010

Parabéns!!!!!!! " FOZ DO IGUAÇU-PR " Com toda a sua diversidade de atrativos representa um dos mais belos destinos turísticos do mundo







Cidade com cerca de 325 mil habitantes, Foz do Iguaçu é caracterizada por sua diversidade cultural. São 80 nacionalidades, sendo que as mais representativas são oriundas do Líbano, China, Paraguai e Argentina.

Integrada à região trinacional, Foz do Iguaçu faz divisa com a cidade argentina de Puerto Iguazú e com a cidade paraguaia de Ciudad del Este.

A base da economia da cidade está no turismo, com destaque para o comércio e serviços. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em 2006, 2007 e 2008 Foz do Iguaçu foi considerado no segmento "Lazer" o 2º destino mais visitado por turistas estrangeiros, atrás apenas do Rio de Janeiro.

Contando com uma infinidade de opções de passeios, de lazer, gastronomia e uma vida noturna bastante agitada, Foz do Iguaçu espera por você!

CAMINHOS DO PARAÍSO

Foz do Iguaçu, com toda a sua diversidade de atrativos, representa um dos mais belos destinos turísticos do mundo. Possui riquezas naturais incomparáveis, como o Parque Nacional do Iguaçu, tombado como Patrimônio Natural da Humanidade e onde estão localizadas as Cataratas do Iguaçu.

Outro ícone impulsiona o turismo local: Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo em produção de energia. E, dentro do Complexo Turístico de Itaipu, o turista pode visitar o Ecomuseu, o Refúgio Biológico Bela Vista e também assistir à Iluminação da Barragem.

Além das Cataratas, o Parque Nacional do Iguaçu dispõe de trilhas interpretativas e atividades de ecoaventura: rafting, rapel, escalada em rocha, arvorismo e passeios de barco em meio às quedas. É possível também sobrevoar as Cataratas de helicóptero.

Próximo ao Parque Nacional, encontra-se o Parque das Aves, onde o visitante se depara com as mais diferentes espécies de aves em seus habitats naturais.

Outro passeio imperdível é ao Marco das Três Fronteiras, divisa do Brasil com o Paraguai e a Argentina, podendo-se apreciar os três marcos simultaneamente, além do encontro dos rios Iguaçu e Paraná.

A cidade dispõe ainda de atrativos culturais, com ênfase para a arquitetura religiosa, como a Igreja Matriz, o Templo Budista e a Mesquita Muçulmana. No aspecto arquitetônico, destacam-se ainda as Pontes Internacionais da Amizade, na divisa com o Paraguai e Tancredo Neves, divisa com a Argentina.

Há ainda inúmeras opções de lazer no Lago de Itaipu, como o passeio no barco Kattamaram.

Além de todas essas alternativas, a cidade possui um amplo parque hoteleiro, sistema de transportes, gastronomia, serviços de apoio e locais para realização dos mais variados eventos.

Opções não faltam para fazer com que seus momentos em Foz do Iguaçu sejam inesquecíveis. Venha desfrutar deste paraíso!

Município de Foz do Iguaçu

"Terra das Cataratas"
Aniversário: 10 de junho
Fundação: 10 de junho de 1914
Gentílico: iguaçuense
Prefeito(a): Paulo Mac Donald Ghisi (PDT)(2009 – 2012)
Unidade federativa: Paraná
Mesorregião: Oeste Paranaense IBGE/2008
Microrregião: Foz do Iguaçu IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes: Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia no Brasil, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias no Paraguai e Puerto Iguazú na Argentina.
Distância até a capital: 637 km
Características geográficas
Área: 617,701 km²
População: 325.137 hab. est. IBGE/2009
Densidade: 504,0 hab./km²
Altitude: 200 m
Clima: subtropical Cfa
Fuso horário: UTC-3
Indicadores
IDH: 0,800 elevado PNUD/2000
PIB: R$ 6.142.204 mil (BR: 63º) - IBGE/2007
PIB per capita: R$ 19.729,00 IBGE/2007

FOTOS

* Cataratas - Autor: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu-PR
* Mapa - Autor: Prefeitura Municipal de Foz o Iguaçu-PR
* Igreja da Matriz - Autor: Samir Nosteb/Wikimédia Commons
* Panoramica - Autor: Mario Roberto Duran Ortiz/Wikimédia Commons
* Ponte da Amizade - Autor: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu-PR
* Vista aérea - Autor: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu-PR
* Itaipu - Vista aérea - Autor: Wikimédia Commons

FONTE

http://www.revistacidadeseeventos.com.br/detalhaInformativoWeb.do?metodo=detalhar&idInfo=3866


Ato Público do "O PARANÁ QUE QUEREMOS"

Foi realizado no dia 8 de junho às 17h na Avenida Brasil em Foz do Iguaçu- PR o ato público contra a corrupção no Paraná.









terça-feira, 8 de junho de 2010

Em ato anticorrupção, sociedade apresenta projeto de transparência

Manifestação, marcada para as 18 horas de hoje, terá o lançamento de uma proposta para punir gestores públicos que esconderem informações da população

08/06/2010 | 00:10 | Caroline Olindadas grandes mobilizações na Boca Maldita

Editorial: O Paraná em pessoa

Chega de saudade. Chega de dizer que no passado, sim, é que era bom. Que “naquele tempo” a po­­pulação ia às ruas protestar contra a alta do pão e do leite, que fazia passeata pela democratização do país, que não se calava diante dos desmandos, mesmo sob risco de tortura.

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Protestos ocorrerão em outras 12 cidades

Ponta Grossa, Cascavel e Maringá - Além de Curitiba, em ao menos 12 cidades do estado a população irá às ruas hoje em apoio ao movimento “O Paraná que Queremos”. Na maioria das cidades, a mobilização encabeçada pela OAB-PR conta com o apoio das associações comerciais, dos sindicatos e grupos de estudantes locais.

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Eles vão no ato público

Jacir Ventura é professor, tem 60 anos e militou no movimento estudantil. Jorandir Ferreira, metalúrgico, 45 anos, é uma liderança sindical. Ana Raggio, 20 anos, é estudante de Direito e tinha dois anos na época do Fora Collor, última grande manifestação democrática que Curitiba presenciou.

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O movimento “O Paraná que Queremos” apresentará hoje, durante a manifestação contra a corrupção na política, um projeto de lei que estabelece mecanismos para garantir mais transparência na administração pública do estado. A proposta, elaborada pela Associação Paranaense dos Juízes Federais do Paraná (Apajufe) com o apoio da seção paranaense da Ordem dos Advogado do Brasil (OAB-PR), será entregue aos deputados estaduais que já se manifestaram favoráveis ao afastamento dos integrantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná. A manifestação pela ética nas instituições políticas do Paraná está marcada para começar às 18 horas, na Boca Maldita, no centro de Curitiba. É um desdobramento da série de reportagens Diários Secretos, da Gazeta do Povo e da RPCTV, que denunciou um esquema de desvio de recursos públicos da Assembleia que, segundo estimativa do Ministério Público Estadual, pode ultrapassar R$ 100 milhões.

O juiz federal Anderson Furlan, presidente da Apajufe explica que a ideia de apresentar a proposta de lei é para garantir a transparência dos atos públicos. “O projeto pretende dar uma eficácia real ao princípio da publicidade previsto pela Constituição.”

As regras estabelecidas pelo projeto se estendem para os três poderes do estado, incluindo o Ministério Público, Tribunal de Contas, empresas públicas, autarquias e fundações. A proposta prevê que todos os atos administrativos (como contratação e movimentação de servidores) e contratos públicos que impliquem em despesas sejam publicados no Diário Oficial do Estado, editado pelo governo estadual, em no máximo 30 dias após serem formalizados. Caso isso não seja obedecido, o gestor público responsável poderá ser obrigado a pagar multa e a responder por improbidade administrativa e malversação de verbas públicas.

O texto também veda a possibilidade de essas informações estarem em diários oficiais do próprio órgão, à exceção dos atos do governo do estado e dos casos de publicações disciplinadas por lei federal. Isso significa que atos da Assembleia, por exemplo, não poderão circular apenas no diário do Legislativo.

O projeto de lei também estabelece a criação de portais da transparência nas páginas eletrônicas de cada órgão público. Nesses portais, além da íntegra dos atos administrativos e contratos, devem estar listados os nomes de todos os servidores, o local em que estão lotados, o cargo que ocupam e o salário que recebem.

Furlan diz que a proposta ainda não é uma matéria acabada e que o texto deverá ser aprimorado durante a discussão na Assembleia Legislativa. Para começar a tramitar na Casa, o projeto precisa do apoio de apenas um deputado estadual. Mas os parlamentares que receberão o texto hoje devem procurar o apoio de mais deputados para viabilizar a aprovação do projeto.

Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT) – um dos parlamentares que defendem o afastamento dos integrantes da Mesa Diretora –, o ideal seria que a proposta fosse apresentada por parlamentares de diversos partidos, para ser votado o mais rápido possível. O deputado Marcelo Rangel (PPS) – que também pede o afastamento da Mesa Diretora –, já afirmou que os três integrantes da sua bancada apoiarão o projeto.

A aprovação do projeto de lei está entre as quatro medidas consideradas necessárias pelo movimento “O Paraná que Queremos” para estabelecer mais transparência no poder público, sobretudo no Legislativo. “O que se pretende é permitir que a população saiba o que está acontecendo na Assembleia”, explica o professor de Direito Constitucional Egon Bockmann Moreira, da UFPR. Ele é integrante do grupo de trabalho instituído pela OAB-PR que definiu as iniciativas.

As outras três medidas propostas pelo grupo são relacionadas a ações de gestão pública. Um das sugestões é o preenchimento dos cargos administrativos apenas por servidores concursados. Outra proposta estabelece o mandato fixo para os cargos de direção, com a previsão da recondução ao cargo apenas uma vez.

FONTE GAZETA DO POVO 8 DE JUNHO DE 2010 ÀS 07:36h

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Prezad@s:

Em razão da solicitação de vários municípios, segundo os quais tomaram conhecimento somente nessa última sexta-feira da realização do Seminário Estadual sobre Acolhimento, a coordenação estadual do Fórum DCA/PR resolveu adiar a realização do seminário para:
Data: 01/09/2010
Cidade: Foz do Iguaçu/PR
Local: a definir

As inscrições continuam abertas até o dia 25/08/2010.

Aproveitamos para informar que nos dias 02 a 04/09/2010 acontecerá em Foz do Iguaçu o Seminário Latino Americano de Acolhimento Familiar com a presença de 23 países. Posteriormente enviaremos maiores informações sobre esse evento aos que se interessarem na participação.

Esperamos a compreensão e solicitamos sua colaboração na divulgação da realização do Seminário Estadual sobre Acolhimento, tema esse de grande importância em função das mudanças na lei bem como na busca de estratégias à convivência familiar e comunitária.
Abraços

Valtenir Lazzarini
Articulador Estadual

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

ESTA PETIÇÂO AGORA É DIRECIONADA A CAMARA DOS DEPUTADOS - Na noite de 09/07 o Senado aprovou o projeto de forma velada, pegando a todos nós de surpresa. Desta forma temos de dar uma resposta á altura coletando o máximo de assinaturas possível dentre outras ações que estão sendo desenvolvidas. Não podemos desistir de exercer nosso direito á democracia.

To: Senado Brasileiro


A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento.

O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural. A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana.

E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil. Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência.

Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.

Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!

Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"?

Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI.

Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.


André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de Negócios em Midias Sociais

Sincerely,

The Undersigned